COPA DO MUNDO DE 1938
França – 1938
Em 1938 aconteceu a queda da Áustria, quando Mussolini, persuadido por Hitler, se juntou à Alemanha, abandonando os tratados entre a Itália e a Áustria. Em abril, um plebiscito conduzido pelos nazistas oferece os argumentos para a "união" com a Alemanha. O reflexo se nota em campo, com os ex-australianos repatriados para a seleção alemã.
O ano também é marcado por inovações. O americano Wallace Carothers inventa o nylon. Em Chicago, Chester Carlson desenvolve a primeira máquina xerox, enquanto que a Polaroid lança a câmara que dispensa a revelação. Já o Brasil vive sob a ditadura do Estado Novo desde 37.
Na Copa do Mundo, a Itália conquistou o bicampeonato, vencendo a Hungria por 4 a 2 na final. Mas o principal evento do futebol perdeu o seu brilho, uma vez que as seleções tradicionais não participaram, como foi o caso do Uruguai e da Argentina, que protestou pela FIFA ter escolhido a França como sede, ignorando o rodízio entre Europa e América do Sul. O Reino Unido, que continuava a ignorar a Copa do Mundo, e a Espanha envolvida na Guerra Civil, também não entraram em campo. A seleção brasileira terminou em terceiro lugar, vencendo a Suécia por 4 a 2.
HISTÓRIAEm busca da pazO clima na Europa em 1938 era tenso. A ascensão do nazismo e os delírios de Hitler prenunciavam uma era de guerras e incertezas. A Espanha estava mergulhada numa sangrenta guerra civil e a Alemanha começava a expandir os seus tentáculos pelo continente, anexando a Áustria ao seus territórios.E foi neste contexto que a França organizou a terceira Copa do Mundo, entre os dias 4 e 19 de junho. O presidente da Fifa, Jules Rimet, decidiu não adiar a competição por acreditar que o futebol conseguiria promover a paz - pelo menos dentro de campo. A Itália, atual campeã, e o Brasil, entram na competição como favoritos. Pela primeira vez, a seleção nacional levava o que tinha de melhor para disputar a Copa do Mundo. Craques como Domingos da Guia e Leônidas da Silva dão um show em campo, mas a falta de experiência em competições internacionais faz com que o Brasil perca para a Itália. Na final, os italianos batem a surpreendente Hungria e conquistam o bicampeonato.Entretanto, foi difícil não perceber o cheiro de tragédia no ar. O episódio mais desagradável do Mundial foi protagonizado pela Alemanha. Depois de impedir a participação da Áustria, que havia conquistado a vaga nas Eliminatórias, os alemães obrigaram alguns dos melhores jogadores austríacos a vestirem o uniforme do füher. Forma de disputaA Copa foi disputada no sistema mata-mata. Se o jogo terminasse empatado, uma nova partida seria realizada dias depois. Como a Áustria não pôde participar, o Mundial foi disputado por 15 equipes. A Suécia, que enfrentariam os austríacos nas oitavas-de-final, foi a única equipe que entrou diretamente nas quartas-de-final.
França - 1938
BRASILO Brasil nas eliminatóriasO Brasil foi beneficiado pela desistência da Bolívia. Assim, a seleção não precisou disputar as Eliminatórias para garantir a vaga no Mundial. Cuba, Romênia e Índias Holandesas também se classificaram pela desistência de seus adversários. Pela primeira vez, o campeão do ano anterior e os donos da casa não precisaram disputar as Eliminatórias.
Nasce uma potência
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Delegação brasileira chega em Toulouse: os melhores, pela primeira vez.
Pela primeira vez, o Brasil foi disputar uma Copa do Mundo com seus melhores craques. A equipe contava com grandes jogadores e, pelo menos, dois gênios: Domingos da Guia e Leônidas da Silva. Assim, a seleção brasileira desembarcou na França como uma das favoritas à conquista do título. Mas a CBD continuava a fazer trapalhadas fora do campo. A maior delas foi a convocação do atacante Nigrinho, que jogava na Lazio, da Itália. Os dirigentes da CBD só descobriram que não poderiam utilizar o jogador dias antes do início do Mundial, quando a seleção já estava na França. Nigrinho não pôde ser utilizado pois já possuía uma inscrição pela Itália.Outro problema enfrentado pelo Brasil foi a falta de experiência em competições internacionais. A seleção participou apenas da Copa América de 1937, quando perdeu a final para a Argentina.
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Domingos e o lance do pênalti: uma das poucas falhas do "Divino Mestre"
O Brasil estreou no Mundial contra a Polônia, numa partida histórica. O atacante Leônidas da Silva marcou quatro gols e foi o destaque do jogo. Nas quartas-de-final, outra batalha. A vitória contra a Tchecoslováquia só aconteceu depois de dois jogos dramáticos. Um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 1 no segundo jogo, realizado menos de 48 horas depois do primeiro. Cansado, o Brasil foi enfrentar a Itália, pela semifinal. O técnico Ademar Pimenta resolveu poupar Leônidas da Silva para a grande decisão. Sem o melhor jogador, o Brasil não encontrou o seu jogo. Mesmo assim, a seleção brasileira segurou o empate até os 10 minutos do segundo tempo, quando Colaussi abriu o placar. Cinco minutos depois, o golpe de misericórdia: Domingos da Guia chuta um italiano sem bola e o juiz marca pênalti. Meazza converte e enterra o sonho brasileiro de levar a taça. Nem mesmo o gol de Romeu no finalzinho evita a derrota.Resta ao Brasil lutar pelo terceiro lugar, contra a Suécia. A vitória vira uma questão de honra e o escrete brasileiro não deixa por menos, marcando 4 a 2. Leônidas balança as redes por duas vezes e termina a Copa como artilheiro. O Brasil deixa a França com a cabeça erguida, mesmo sabendo que poderia ter tido um resultado melhor. O destaque brasileiro: Domingos da Guia
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Em 1938, Domingos da Guia tinha a fama de ser um dos maiores zagueiros do mundo. Entretanto, na semifinal contra a Itália, o "Divino Mestre" cometeu uma falha infantil, que acabou eliminando o Brasil do Mundial. Num lance sem bola, Domingos da Guia revidou uma agressão recebida do atacante Piola. Para azar do Brasil, o juiz viu e marcou pênalti. Meazza converteu a cobrança a sepultou as esperanças brasileiras de chegar à final.Mesmo assim, Domingos Antônio da Guia é considerado o melhor zagueiro brasileiro de todos os tempos. Nascido na cidade do Rio de Janeiro a 24 de julho de 1917, Domingos da Guia começou a sua carreira no Bangu. Desde o ínicio, o jogador encantou por sua extrema habilidade, levando a torcida ao delírio quando driblava os atacantes dentro da área.No começo da década de 30, Domingos da Guia atuou no Peñarol, do Uruguai, onde é aclamado "El Divino Mestre", aos 20 anos de idade. Jogou ainda no Vasco da Gama, Boca Juniors, Flamengo, Corinthians e, novamente, Bangu, onde encerrou a carreira, em 1948. Jogos do Brasil• Oitavas-de-finalBrasil 4 x 4 Polônia (Prorrogação: Brasil 2 x 1 Polônia)Data: 05 de junho de 1938Local: Estádio do Racing Strasbourg (Estrasburgo)Árbitro: Ivan Eklind (Suécia)Público: 13.882Gols: Leônidas, aos 18', Willimowski, aos 22', Romeu, aos 25' e Perácio, aos 44' do 1º tempo; Piontek, aos 5', Leônidas 27' e Willimowski, aos 14' e 43' do 2º tempo; Leônidas, aos 3' e Willimowski, aos 12'do 1º tempo da prorrogação; Leônidas, aos 2' do 2º tempo da prorrogação.Brasil: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Romeu, Leônidas, Perácio e Hércules.Polônia: Madejski; Szeepaniak e Galecki, Gora, Nyc e Dytko; Piec, Piontek, Sherfke, Willimowski e Wodarz.• Quartas-de-finalBrasil 1 x 1 Tchecoslováquia (Prorrogação: Brasil 0 x 0 Polônia)Data: 12 de junho de 1938Local: Estádio Municipal (Bordeaux)Árbitro: Paul VonHertzka (Hungria)Público: 14.000Gols: Leônidas, aos 30' do 1º tempo e Nejedly, aos 19' do 2º tempo.Brasil: Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Romeu, Leônidas, Perácio e Hércules.Tchecoslováquia: Planicka; Burger e Daucik, Kostalek, Boucek e Kopecky; Riha, Simunek, Luedl, Nejedly e Puc.• Quartas-de-final (jogo desempate)Brasil 2 x 1 TchecoslováquiaData: 14 de junho de 1938Local: Estádio Municipal (Bordeaux)Árbitro: Georges Capdeville (França) Público: 15 mil Gols: Kopecky, aos 30' do 1º tempo; Leônidas, aos 11' e Roberto, aos 18' do 2º tempo.Brasil: Wálter; Jaú e Nariz; Brito, Brandão e Argemiro; Roberto, Luizinho, Leônidas, Tim e Patesko.Tchecoslováquia: Burkert; Burger e Daucik, Kostalek, Boucek e Luedl; Horak, Kopecky, Kreuz, Senecky e Rulc.• Semifinais
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Brasil 1 x 2 ItáliaData: 16 de junho 1938Local: Estádio Jean Boin (Marselha)Árbitro: Hans Wuthrich (Suíça) Público: 35 mil Gols: Colaussi, aos 10'; Meazza, aos 15' e Romeu, aos 42' do 2º tempo. Itália: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Brasil: Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Luizinho, Romeu, Perácio e Patesko.• Disputa do 3° lugar Brasil 4 x 2 SuéciaData: 19/06/1938Local: Estádio Municipal (Bordeaux)Árbitro: John Langenus (Bélgica) Público: 15 milGols: Johasson, aos 18'; Nyberg, aos 38' e Romeu, aos 43' do 1º tempo; Leônidas, aos 18' e aos 28' e Perácio, aos 35' do 2º tempo. Brasil: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho; Roberto, Romeu, Leônidas, Perácio e Patesko.Suécia: Abrahamsson; Eriksson e Nilsson; Almgren, Linderholm e Svanstroem; Nyberg, Johasson, Harry Andersson, Ake Andersson e Persson. Jogadores do BrasilGoleiros: Batatais (Fluminense) e Walter (Flamengo).Zagueiros: Domingos da Guia (Flamengo), Machado (Fluminense), Jaú (Vasco da Gama) e Nariz (Botafogo).Meio-de-campo: Zezé Procópio (Botafogo), Brito (América/RJ), Afonsinho (São Cristóvão) e Argemiro (Portuguesa Santista).Atacantes: Lopes (Corinthians), Romeu (Fluminese), Leônidas da Silva (Flamengo), Perácio (Botafogo), Hércules (Fluminense), Roberto (São Cristóvão), Luizinho (Palestra Itália), Tim (Fluminense), Niginho (Lazio/Ita) e Patesko (Botafogo).
França - 1938
CAMPEÃOO mundo em azul
Arquivo - GE
Itália x França, nas quartas-de-final
Se o Uruguai foi o grande papa-títulos da década de 20, a Itália ficou com o cargo na década seguinte. A Esquadra Azzura tornou-se a primeira seleção a conquistar o bicampeonato do mundo, vencendo os mundiais de 34 e 38. Além disso, os italianos faturaram as Olimpíadas de Berlim, em 1936.Mesmo contando com apenas três jogadores que conquistaram o título em 1934, a campanha da Itália foi excelente. Depois de uma vitória apertada na estréia contra a Noruega, conseguida na prorrogação, a seleção italiana se acertou. Nas quartas-de-final enfrentou os donos da casa e não tomou conhecimento: venceu por 3 a 1, com uma grande atuação de Piola.O adversário na semifinal seria o Brasil, que vinha de duas batalhas contra a Tchecoslováquia. Cansados e inexperientes, os brasileiros não souberam suportar a pressão italiana, que venceu por 2 a 1 e garantiu uma vaga na final, contra a Hungria.Na decisão, os húngaros contaram com o apoio da torcida francesa, mas sucumbiram diante do futebol italiano. A vitória por 4 a 2 colocou o técnico Vittorio Pozzo no panteão dos heróis italianos, pois ele levou a seleção a dois títulos mundiais consecutivos. Jogos do campeão• Oitavas-de-FinalItália 1 x 1 Noruega (Prorrogação: Itália 1 x 0 Noruega)Data: 05 de juho de 1938Local: Estádio Jean Boin (Marselha)Árbitro: Alois Beranek (Áustria)
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O meia italiano Locatelli na partida Itália x Suécia
Público 17 milGols: : Ferraris II, aos 2' do 1º tempo; Brustad, aos 38' do 2º tempo e Piola, aos 4' do 1º tempo da prorrogaçãoItália: Olivieri; Monzeglio e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Pasinati, Meazza, Piola, Ferrari e Ferraris II. Noruega: Johansen; Johannesen e Holmsen; Henriksen, Eriksen e Holmberg; Frantzen, Kwammen, Brynhildsen, Isaksen e Brustad. • Quartas-de-Final
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Itália 3 x 1 FrançaData: 12 de junho de 1938Local: Estádio Colombes (Paris)Árbitro: Louis Baert (Bélgica)Público 58.455Gols: Colaussi, aos 9' e Heisserer, aos 10' do 1º tempo; Piola, aos 7' e 27' do 2º tempo.Itália: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. França: Di Lorto; Mattler e Cazenave; Bastien, Jordan e Diagne; Aston, Heisserer, J. Nicolas, Delfour e Veinante. • SemifinaisItália 2 x 1 BrasilData: 16 de junho de 1938Local: Estádio Jean Boin (Marselha)Árbitro: Hans Wuthrich (Suíça)Público: 35 milGols: Colaussi, aos 10'; Meazza, aos 15' e Romeu, aos 42' do 2º tempo.Itália: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Brasil: Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Luizinho, Romeu, Perácio e Patesko.• FinalItália 4 x 2 HungriaData: 19 de junho de 1838Local: Estádio Colombes (Paris)Árbitro: Georges Capdeville (França)Público: 55 milGols: Colaussi, aos 5' e 35'; Piola, aos 16' e Titkos, aos 7'do 1º tempo; Sarosi, aos 25' e Piola, aos 37' do 2º tempo.Itália: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Hungria: Szabo; Polgar e Biro; Szalay, Szuks e Lazar; Sas, Vincze, Sarosi, Zsengeller e Titkos.
França - 1938
DESTAQUES
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O artilheiro: Leônidas (Brasil)
Leônidas da Silva foi, junto com Arthur Friedenreich, o grande craque brasileiro nos primórdios do futebol no país. Dono de um estilo único, ágil e vibrante, o "Diamante Negro" foi um dos inventores da bicicleta. Nascido no dia 06 de setembro de 1913, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, Leônidas começou a sua carreira no time do bairro, o São Cristóvão. Depois, Leônidas passou pelo Barroso, Sul-americano, Sírio Libanês e Bonsucesso, até se transferir para o Peñarol, do Uruguai, em 1933.Leônidas ficou apenas uma temporada no Uruguai, sendo contratado em seguida pelo Vasco da Gama. Depois, o jogador ainda atuou pelo Botafogo carioca antes de se transferir para o Flamengo.No início da década de 40, Leônidas brigou com os dirigentes do Mengão e foi jogar no São Paulo, onde se tornou o maior jogador da história do Tricolor, ganhando os campeonatos paulistas de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949.A transferência de Leônidas do Flamengo para o São Paulo foi a mais cara da época, custando 200 contos-de-réis. Sua estréia pelo Tricolor, no dia 24 de abril de 1942, registrou o maior público do estádio do Pacaembu: 74.078 pessoas pagaram para ver a partida entre São Paulo e Corinthians.Pela seleção, fez sua estréia em 1932, aos 19 anos. Jogou as Copas do Mundo de 1934 e 1938, tornando-se o primeiro brasileiro a abocanhar a artilharia do Mundial. No total, Leônidas fez 19 partidas oficiais com a camisa da seleção, marcando 21 gols.Leônidas abandonou o futebol em 1951 e hoje mora em São Paulo.
O destaque: Vittorio Pozzo (Itália)Vittorio Pozzo conseguiu uma proeza até hoje não alcançada. Ele foi o único técnico que venceu duas Copas do Mundo, dirigindo a Itália nas campanhas de 1934 e 1938. Nascido em Turim, no dia 2 de março de 1886, Pozzo foi jogador do Torinense e do Grasshoppers. Jogou ainda na França e na Inglaterra. Foi um dos maiores treinadores do Torino. Em 1912, foi convidado para dirigir a Itália, nas Olimpíadas de Estocolo. A carreira de treinador foi interrompida em meados da década de 10, pois Pozzo foi convocado para defender a Itália na 1ª Guerra Mundial.O grande comandante morreu em 21 de dezembro de 1968. Em 1990, o Torino resolveu homenagear o treinador, batizando seu novo estádio de Vittorio Pozzo.Curiosidades- O Brasil acreditava tanto na vitória contra a Itália, na semifinal, que comprou as passagens aéreas para Paris com antecedência. Depois de perder a partida, os dirigentes brasileiros se recusaram a vender os bilhetes para os italianos, que tiveram que ir de Marselha a Paris de trem.- Quando corria para cobrar o pênalti contra o Brasil na semifinal, o atacante italiano Meazza teve uma desagradável surpresa: o cordão que prendia o seu calção arrebentou. Sem outra alternativa, Meazza segurou o calção e cobrou, sem chance para o goleiro brasileiro. Na comemoração, os jogadores italianos cercaram Meazza para que ele pudesse trocar o calção.- As partidas entre Brasil e Tchecoslováquia foram verdadeiras guerras. Após o primeiro jogo, nada menos do que nove atletas brasileiros ficam contundidos. Pelo lado tcheco, o número de baixas é um pouco menor: oito. O jogo foi tão violento que dois jogadores da Tchecoslováquia foram parar no hospital.- Na histórica partida entre Brasil e Polônia, Leônidas da Silva protagonizou um lance pitoresco. Depois de um temporal ter alagado o campo de Estrasburgo, o jogador tirou as chuteiras para jogar melhor. E deu certo: Leônidas marcou um gol. Mas a festa do brasileiro acabou por aí, já que o árbitro Ivan Eklind mandou-o calçar as chuteiras.
França - 1938
NÚMEROSArtilheiros8 gols: Leônidas (Brasil)7 gols: Zsengeller (Hungria)5 gols: Piola (Itália)4 gols: Colaussi (Itália), Willimowski (Polônia) e Wetterström (Suécia)3 gols: Romeu (Brasil), Sarosi (Hungria), Nyberg (Suécia) e Abbegglen III (Suíça)2 gols: Perácio e Roberto (Brasil), Maquina (Cuba), Nicolas (França), Titkos e Toldi (Hungria), Dobai (Romênia), Jonasson (Suécia) e Nejedly (Tchecoslováquia).1 gol: Gauchel e Hahnemann (Alemanha), Isemborghs (Bélgica), Socorro, Sosa e Tunas (Cuba), Heisserer e Veinante (França), Kohut (Hungria), Ferraris e Meazza (Itália), Brustad (Noruega), Piontek (Polônia), Baratik e Kovacs (Romênia), Andersson e Keller (Suécia), Bockel e Wallaschek (Suíça), Kopecky, Kostalek e Zeman (Tchecoslováquia).1 gol contra: Loerstcher (Suíça) para a Alemanha Todos os resultados• Oitavas-de-final
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A equipe alemã em 1938.
04/06 - Suíça 1 x 1 Alemanha (Prorrogação: Suíça 0 x 0 Alemanha)09/06 - Suíça 4 x 2 Alemanha (Jogo desempate)05/06 - França 3 x 1 Bélgica05/06 - Brasil 4 x 4 Polônia (Prorrogação: Brasil 2 x 1 Polônia)05/06 - Tchecoslováquia 0 x 0 Holanda (Prorrogação: Tchecoslováquia 3 x 0 Holanda)05/06 - Cuba 2 x 2 Romênia (Prorrogação: Cuba 1 x 1 Romênia)09/06 - Cuba 2 x 1 Romênia (Jogo desempate)05/06 - Itália 1 x 1 Noruega (Prorrogação: Itália 1 x 0 Noruega)05/06 - Hungria 6 x 0 Índias Holandesas • Quartas-de-final
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Lance de Suécia x Cuba, a maior goleada da Copa.
12/06 - Suécia 8 x 0 Cuba12/06 - Itália 3 x 1 França12/06 - Hungria 2 x 0 Suíça12/06 - Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia (Prorrogação: Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia)14/06 - Brasil 2 x 1 Tchecoslováquia (Jogo desempate) • Semifinais16/06 - Itália 2 x 1 Brasil16/06 - Hungria 5 x 1 Suécia • Decisão do 3° lugar19/06 - Brasil 4 x 2 Suécia• Final 19/06 - Itália 4 x 2 HungriaClassificação final
Pos
País
Pontos
J
V
E
D
GP
GC
1°
Itália
8
4
4
0
0
11
5
2°
Hungria
6
4
3
0
1
15
5
3°
Brasil
7
5
3
1
1
14
11
4°
Suécia
2
3
1
0
2
11
9
5°
Tchecoslováquia
3
3
1
1
1
5
3
6°
Suíça
3
3
1
1
1
5
5
7°
Cuba
3
3
1
1
1
5
12
8°
França
2
2
1
0
1
4
4
9°
Romênia
1
2
0
1
1
4
5
10°
Alemanha
1
2
0
1
1
3
5
11°
Polônia
0
1
0
0
1
5
6
12°
Noruega
0
1
0
0
1
1
2
13°
Bélgica
0
1
0
0
1
1
3
14°
Holanda
0
1
0
0
1
0
3
15°
Índias Holandesas
0
1
0
0
1
0
6